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Direção de fotografia - Controle de Exposição

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Como o próprio nome diz, este é o controle do quanto expomos o sensor da câmera à luz, gerando uma imagem mais clara ou mais escura (falando de uma forma mais simplificada). Para entender os controles da câmera digital , é importante lembrarmos que o digital imita o analógico. Portanto, uma câmera digital imita os recursos das câmeras de película. O controle da exposição é composto por três fatores controláveis:   1) Abertura do DIAFRAGMA (f/stop) Definida em números decimais ou inteiros, geralmente precedidos da letra “f”, trata-se do tamanho da abertura do orifício por onde entra a luz na câmera. Quanto menor o número, mais aberto é o diafragma e mais luz entra, assim como quanto maior o número, menos luz entra.  Por exemplo, uma abertura f/1.4 tende a deixar a foto mais clara, enquanto uma abertura f/22 permite pouca luz entrar, gerando uma imagem mais escura. A câmera imita o olho humano, portanto o diafragma (que é um mecanismo composto por diversas l...

Introdução à Direção de Fotografia

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Direção de Fotografia A Direção de Fotografia é a área do audiovisual responsável pela filmagem propriamente dita, o que engloba as técnicas de câmera e de iluminação. Portanto, o diretor(a) de fotografia é a pessoa que determina a câmera e suas configurações, as lentes, os enquadramentos, os movimentos de câmera e a iluminação que serão utilizadas, muitas vezes acompanhada de uma equipe de técnicxs. Assim como nas outras áreas do audiovisual que vamos estudar, é importante começarmos com a parte conceitual. Com a escolha correta de enquadramento podemos dar significado e determinar o valor dos personagens e objetos em cena; com a lente correta podemos usar as distorções e ilusões de ótica para provocar sensações nos espectadores; com o equilíbrio de branco e iluminação corretos  determinamos os tons de cores predominantes na cena, dando mais carga emocional à imagem; os movimentos de câmera podem ser usados, por exemplo para dar ritmo à cena. Vamos começar com os enquadrame...

A roteirização de filmes

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Contar histórias não é a única forma de cinema, nem necessariamente a melhor, é simplesmente mais uma das inúmeras coisas que podemos fazer com a linguagem audiovisual. No entanto, atualmente o cinema é dominantemente ficcional, havendo a forma do documentário, também famosa, no entanto menos apreciada pela maioria das pessoas. Existem e existiram diversas outras formas de cinema, que não se encaixam nem na forma de ficção nem na forma de documentário, mas que têm grande primor no uso da linguagem audiovisual; geralmente estes filmes são classificados como gênero experimental, uma classificação superficial que abarca tanto experimentos feitos com equipamentos caseiros (super 8, video analógico, video digital, etc) quanto grandes obras profundamente estudadas e bem produzidas, como os filmes Baraka (1992) e Samsara (2012) de Ron Frickie e a trilogia Qatsi ( 1982 , 1988 e 2002 ) de Godfrey Reggio.  Para cada forma de filme, para cada gênero e para cada estética, o proc...

Cinema Expressionista Alemão

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O cinema expressionista alemão é caracterizado pelo recorrente clima de suspense e horror, muitas vezes com cenário distorcido, maquiagens pesadas e fortes contrastes de luz e sombra. Os filmes expressionistas demonstram uma visão pessimista do mundo, fruto dos problemas sociais e políticos vividos pelo povo alemão na época. A Alemanha foi derrotada na Primeira Guerra Mundial, contraindo uma dívida externa enorme e perdendo grande parte do seu território, isso sem contar os milhares de alemães mortos, famílias destruídas, o desemprego e a inflação. Esse contexto desesperador é refletido na atmosfera dos filmes expressionistas. Muitas vezes tendo como conflito principal a existência de um personagem misterioso, que manipula as pessoas para impor uma ordem maligna. De certa forma, estes filmes já demonstravam a preocupação dos artistas, que já percebiam que aquela crise abria espaço para a ascensão do autoritarismo. O que mais tarde se concretizou com a chegada do Partido Nazista ao p...

Dadaísmo e Surrealismo no cinema

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Ainda na década de 1920 surgem novas estéticas cinematográficas na Europa. A racionalidade ocidental parecia ter chego ao seu ápice. Essa racionalidade foi responsável por grandes feitos tecnológicos (o telefone, o avião, o próprio cinema, etc) , que maravilhavam os olhos humanos, mas também foi responsável pelos grande horrores testemunhado na Primeira Guerra Mundial. O progresso da civilização havia trago consigo os comportamentos mais cruéis que pareciam estar guardados há milênios nas trevas da mente humana. A morte em escala industrial, as ruínas da guerra, a fome e a pobreza, além da humilhação sofrida pelos países derrotados geravam a sensação de que a humanidade fracassou.     Despontavam descontentamentos não só com a situação política, mas com a cultura ocidental, que nos levara a tal fracasso. Afetados por estes sentimentos, grupos de artistas desenvolveram novas estéticas que iam na contramão da arte convencional. O Dadaísmo e o Surrealismo fo...

Introdução à uma história do cinema

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O cinema enquanto tecnologia é fruto de uma série de experimentos e invenções do final do século XIX, que tinham como objetivo criar a ilusão de movimento, muitas vezes com fotografias tiradas em sequencia numa frequência de fração de segundo. Assim, já do ano de 1894 datam alguns filmes realizados, assinados pelo empresário Thomas Edison, nos EUA. Estes filmes não traziam histórias, mas algumas apresentações tais quais as que se viam nos circos na época. Índígenas dançando, mulheres atiradoras, gatos boxeadores e outras coisas “extraordinárias”. Em 28 de dezembro 1895 na França os irmãos Auguste e Louis Jean Lumière realizam a (considerada) primeira exibição pública de cinema comercial, no Grand Café de Paris. Exibiram dez filmes, começando pelo famoso “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon”. A graça dos filmes dos Lumiére também não residia em algo genial (na verdade na época era), era simplesmente o registro de cenas cotidianas da cidade, da vida mo...

Oficinas de Audiovisual na Bilbioteca Pública Roberto Santos 2018

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O curso busca, através de teoria e exercícios práticos, explorar o potencial linguístico do audiovisual. Passando pelos conceitos fundamentais de roteiro, fotografia (luz e câmera), som, edição e história do cinema, os participantes serão convidados a experimentar o desenvolvimento e expressão de sua própria linguagem audiovisual. A proposta é instigar nos participantes um “olhar audiovisual”, incentivando as pessoas a produzirem suas obras, independente de grandes estruturas ou de grandes recursos. De 03 de Março a 23 de Junho Sábados, das 13h às 18h Local: Biblioteca Municipal Roberto Santos Rua Cisplatina, 505 - Ipiranga Inscrições pelo telefone (11) 2273-2390, pelo email cursos.robertosantos@gmail.com ou presencialmente. AINDA HÁ VAGAS! Oficineiro: Juliano Angelin